A IMPORTÂNCIA DA EMPATIA NA MEDIDA CERTA

Olá tudo bem?

Hoje trago um assunto que tanto ouvimos falar, que permeia os nossos relacionamentos sejam eles profissionais ou pessoais, é um atributo fundamental para tornar qualquer relação mais rica e verdadeira. A Empatia.

Quando estamos no meio de uma discussão, o limiar para que ela se torne desastrosa, é a nossa capacidade de identificar o sentimento do outro e perceber as coisas como ele percebe, e essa capacidade vai além do intelecto, ela é um atributo emocional.

Por este motivo ela é tratada por Daniel Goleman, como um dos cinco principais domínios da Inteligência Emocional, em seu livro best seller Emotional Intelligence. A inteligência Emocional é a capacidade de reconhecer e gerenciar as emoções, ou seja, os nossos sentimentos e os sentimentos dos outros.

Quando falamos em sentir o que os outros sentem, estamos falando de empatia.

Com empatia, você sente emoções que não são manifestadas explicitamente. Você escuta ativamente para entender o ponto de vista da outra pessoa, de que forma pensa sobre o que está acontecendo.

Todo relacionamento, vem de uma sintonia emocional, da capacidade de empatia.

A empatia é sinal de atenção, de respeito para com o outro e até mesmo de humildade, é a capacidade de ouvir sem julgamento prévio.

Afinal, o que é empatia?

Para Daniel Goleman, empatia é “perceber o que outras pessoas sentem sem que elas o digam”. em seu artigo para Harvard Business Review : https://hbrbr.uol.com.br/o-que-e-empatia/

Para ele, as pessoas raramente nos dizem em palavras aquilo que sentem, mas revelam por seu tom de voz, expressão facial ou outras maneiras não-verbais.

A empatia é a nossa consciência social. Carecer de empatia é sofrer de “miopia emocional”, ou seja, é não sermos capazes de entender a linguagem das emoções e sentimentos das pessoas ao nosso redor.

Essa capacidade de saber como o outro se sente, entra em jogo, em vários aspectos da vida, no namoro ou casamento, no relacionamento com os filhos, na relação profissional com seu líder ou liderados.

É uma prática que faz grande diferença, não resta dúvida!

Mas para que serve a empatia no âmbito profissional?

Segundo Goleman, a empatia é a mãe das principais competências sociais relevantes para o trabalho e, através da empatia, os líderes podem:

  • Compreender os outros tendo um interesse ativo por suas preocupações.
  • Ter orientação para servir, prevendo, identificando e satisfazendo necessidades dos clientes e da sua equipe.
  • Desenvolver suas equipes, percebendo as necessidades de desenvolvimento das pessoas e reforçando suas aptidões.
  • Cultivar oportunidades através de pessoas diferentes, valorizando a diversidade.
  • Ter percepção clara dos movimentos políticos de uma organização.

A empatia verdadeira parte de um sentimento – também verdadeiro – de reconhecer a importância e o valor do outro. Os melhores orientadores e desenvolvedores de pessoas demonstram e sentem um interesse pessoal e genuíno por aqueles que guiam.

Como saber se tenho empatia?

Para sermos empáticos e levarmos em conta os sentimentos das outras pessoas, é requisito termos uma boa habilidade de leitura dos nossos próprios sentimentos.

Por isso, pessoas que possuem um bom nível de autopercepção e que se preocupam com seu autoconhecimento, costumam ter melhores habilidades sociais e, portanto, melhor exercício da empatia.

Ao contrário, você já deve ter percebido pessoas que ficam desconcertadas ou desconversam, quando outra lhe fala de seus próprios sentimentos.

E até mesmo em um relacionamento, onde uma das partes, reage de forma reativa, e às vezes até agressiva, imediatamente após seu parceiro ou parceira lhe dizer o quanto ficou triste ou magoado com determinada atitude.

Quando uma pessoa é confusa com relação às suas próprias emoções, é normal que fiquem perplexos ou sem reação quando outras lhe falam de seus sentimentos.

Então, aqui vai um grande desafio, se você consegue parar um instante no início de uma discussão, e perceber a linguagem não verbal do outro, sem ser imediatamente reativo, você tem uma super empatia!

Quero ser mais empático, por onde começo?

A boa notícia é que a empatia emocional pode ser desenvolvida. Essa é a conclusão da pesquisa com médicos realizada por Helen Riess, diretora do Empathy and Relational Science Program do Massachusetts General Hospital, em Boston. 

Claro, que se ela for adquirida desde a infância, tende a ser algo mais natural na vida adulta.

Os bebês por exemplo conseguem aprendê-la observando as atitudes de suas mães.

E nós adultos? Mas ainda assim somos capazes de aprender Empatia, mesmo adultos, e aqui vai o primeiro ponto:

1- Você precisa estar disposto, querer realmente, aliás, este é o primeiro passo para aprender qualquer coisa.

2- No entanto, segundo Riess “Se agirmos de forma cuidadosa – olhando as pessoas nos olhos e prestando atenção às suas expressões, mesmo não querendo muito – podemos começar a nos sentir mais envolvidos.”

A preocupação empática, intimamente relacionada à empatia emocional, permite-nos sentir não apenas como as pessoas se sentem, mas o que elas precisam de nós. É o que esperamos do médico, do cônjuge – e do chefe. A preocupação empática tem suas raízes no sistema que obriga a atenção dos pais aos filhos. Ao observarmos para onde os olhos das pessoas vão quando alguém aparece com um bebê adorável, podemos ver esse centro cerebral dos mamíferos entrando em ação.

3- As chaves para promover tais mudanças consistem em repetir experiências e práticas. Dois dos seis hábitos das pessoas empáticas, do Centro de Ciência para o Bem Maior da Universidade da Califórnia, incluem curiosidade e escuta ativa.

Quando somos curiosos, nos engajamos com os outros, mesmo estranhos, para aprender mais a respeito das suas perspectivas.

Então aqui vai outra dica, quando você estiver na fila do supermercado, ao invés de ficar lendo mensagens no celular, por que não sorrir e perguntar para a pessoa próxima como ela vai preparar os vegetais que estão no carrinho? Ou quando você chega cedo para uma reunião, perguntar à outra pessoa na espera sobre algo novo que ela aprendeu na última semana no emprego.

Então, uma vez que você fez a pergunta, pare e realmente preste atenção às respostas. Escute tanto as palavras sendo ditas quanto os sentimentos por trás delas. A pessoa parece empolgada para preparar uma nova receita com brócolis? Ou indiferente sobre o que irá preparar para o jantar? A pessoa na espera para a reunião tem orgulho do que aprendeu? Ou está ansiosa? Responda de acordo, com um sinal de que você entendeu, e ofereça um comentário que ajude.

Uma conversa não irá turbinar sua empatia, mas com o tempo, exercitando sua curiosidade e escutando atentamente aos outros, você irá desenvolver um senso mais acurado sobre como os outros pensam e se sentem.

E quando a empatia precisa ser controlada?

Sim, porque da mesma forma que existem pessoas que precisam aprender a empatia, há também aquelas que precisam controlar o impulso de sentir empatia em relação aos sentimentos de outras pessoas.

E precisam de colocar em primeiro plano.

Somente desta forma, a empatia de forma equilibrada, pode nos ajudar a tomar decisões melhores quando o turbilhão de emoções de alguém ameaça nos dominar.

Logo falarei mais sobre como a empatia influencia no trabalho.

Um beijo e até o próximo artigo.

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